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Pesquisa de preços em TIC

Fontes, metodologia e os cuidados que o mercado de tecnologia exige

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Atualizado em
Nesta página (5 seções)
  1. Ordem de preferência das fontes
  2. O que muda em cada tipo de objeto
  3. O código determina a qualidade da pesquisa
  4. Critérios de aceitação
  5. Cinco erros que aparecem em auditoria

Tecnologia tem características que atrapalham a pesquisa de preços tradicional: obsolescência rápida, variação cambial, modelos de precificação que não se comparam de forma direta (assinatura contra perpétua, por usuário contra por dispositivo) e especificações que raramente coincidem entre fornecedores.

Há um problema estrutural nisso. A IN SEGES/ME 65/2021 coloca as contratações anteriores como fonte preferencial, e faz sentido de modo geral. Em TIC, porém, contratação de dois ou três anos atrás pode trazer valor completamente defasado, para cima ou para baixo, dependendo do câmbio e do ciclo do produto.

Ordem de preferência das fontes

Pelo artigo 5º da IN 65/2021:

  1. Painel de Preços, com contratações da administração usando o mesmo código
  2. Adesão a atas de registro de preços, com valores vigentes
  3. Contratações similares de outros órgãos
  4. Pesquisa com fornecedores, no mínimo três cotações formais
  5. Sites especializados, comércio eletrônico que emita nota fiscal

O que muda em cada tipo de objeto

Software por assinatura

  • Compare o valor total do período contratado, não a mensalidade.
  • Inclua implantação e migração, que costumam ser cobradas à parte.
  • Confira se o preço por usuário tem piso mínimo de licenças.

Hardware

  • Verifique se o modelo cotado ainda está em linha. Fabricante descontinua a cada 6 a 12 meses.
  • Para importado, registre a data da cotação e o câmbio do dia.
  • Use a média dos últimos 30 dias de câmbio como referência, não a cotação de um dia.

Serviços de suporte

  • Compare pelo mesmo nível de serviço: 8x5, 12x5 ou 24x7.
  • Diferença de SLA distorce o preço por completo e é a comparação errada mais comum.
  • Confira se o tempo de resposta e o de solução estão ambos definidos.

O código determina a qualidade da pesquisa

A pesquisa depende do código de classificação usado. Código genérico devolve valores de itens que não se comparam. Código específico demais pode não devolver resultado suficiente para formar referência.

O caminho prático é identificar o código na busca e depois conferir no Radar de Compras quais contratações recentes usaram o mesmo código. Se aparecerem poucas, é sinal de que vale abrir um degrau na especificidade.

Critérios de aceitação

  • No mínimo três fontes válidas
  • Descartar valor inexequível, abaixo de 70% da média, e excessivo, acima de 150%
  • Usar mediana quando a dispersão for grande, não média aritmética
  • Cotação de fornecedor com data e validade expressas
  • Valores do Painel de Preços de contratações dos últimos 12 meses

Cinco erros que aparecem em auditoria

  • Usar preço de marketplace como fonte. Não há garantia contratual nem nota fiscal em nome do órgão
  • Pesquisar com código diferente do que vai constar no edital
  • Aceitar cotação sem CNPJ ou sem validade expressa
  • Comparar preços de níveis de serviço diferentes sem ponderar
  • Usar contratação do Painel com mais de um ano sem justificar a atualização monetária